© jonas tucci

 


E a vida ficou complicada

Teste:
Quantas senhas você possui? Para o banco, para o email, para o segredo da casa... Quantos softwares você tem que saber usar para aquele relatório antes datilografado em uma Olivetti?
Quantas horas da sua semana você gasta explicando ou aprendendo uma nova função importantíssima do celular ou do controle remoto da tv a cabo, ou como funciona o Wikipedia, o UTube, o wireless, o skype, o i-Tunes, o i-Pod... ai...ai...
Comida orgânica ou natural? Mas natural não é orgânica?
Os jornais se acumulam na sala, intactos. As revistas no banheiro oferecem a angústia necessária de textos não lidos. Corre para Tv. Mais de 100 canais. Todos tentando adivinhar o que você quer assistir. Atenção Tvs: Eu também não sei!



caminhar, não dirigir.



Levar os filhos para escola, receber o companheiro no final do dia, o jantar, as contas, o universo, as estrelas, o aquecimento global, o dólar, o Lula, e o meu chefe usando novamente aquele slogan que ele trouxe de uma palestra suspeita: "Percepção é Realidade"...
Ele repete como se fosse um mantra, como se a sabedoria tivesse finalmente pulado da planilha de cálculos para dentro dele. Assim, via wireless. Vazio: De percepção e de realidade.
Se ele tivesse me dito "batatinha quando nasce", talvez fosse mais profundo.E eu fazendo cara de Nova Era, meditadora, fingindo uma conexão com aquele chefe, quando eu sinto que ele está perdido na quantidade de informações que precisa processar, assimilar, distribuir, gerenciar.

 


ler, não assistir


Telefono para minha amiga no celular que naquele momento está ocupada, mas tão ocupada que provavelmente deve estar tentando salvar o mundo....
Não, está ocupada tentando entender porque o banco errou, debitou da conta dela sem autorização e agora ninguém consegue dar uma explicação plausível, muito menos a devolução imediata do dinheiro. A voz angustiada no celular me dizia que aquilo iria longe.
- "Aguarde, sua ligação é muito importante para nós..."



A vida ficou complicada demais

Ontem fizemos escola da competição. Vestibular, mba, phd, pressa, resultados imediatos. Imediatistas.
- Você tem 24 horas para me fazer feliz ou este casamento se auto-destruirá em 10 anos.
- A primeira impressão é a que se eterniza...
- Se você não sabe apresentar os resultados do seu projeto, cale-se. Mas os resultados não estão lá? Você ainda precisa que eu seja o Sílvio Santos para que VOCÊ consiga prestar atenção nas planilhas?
É salário ou cachê que você me paga?
- Quem quer dinheiro?



um tró-ló-ló ao vivo, não via MSN


Cadê aquele tempo que as mulheres entravam na cozinha e preparavam coletivamente um almoço gostoso, enquanto as crianças brincavam nas ruas enquanto os homens na sala discutiam um papo sem compromisso.
Ah, é mesmo, as cozinhas encolheram e ficaram práticas para a família moderna. Não existem mais ruas e os homens já não sabem mais o que é sem compromisso.
Quem mudou isto?
- Nomes, quero nomes!

...


Nós complicamos tanto a vida que o meu chefe, aquele da frase pronta, hoje me quer sensível, humanizada para o mundo corporativo. Que corpo tem o mundo corporativo? ... mas quando ele me contratou, queria 6 leões e duas hienas abatidas todos os dias... E projetos apresentados com todo o aparato multimídia disponível. Profissional moderno e prático sabe usar o Photoshop, o Power Point, o Excel, o Html, o FTP e mais: editar musiquinha mp3, animar a setinha, ai ai.
A forma ficou muito maior que o conteúdo.


mochila e um passeio sem rumo



Por favor, pare! agora!

Esta correria insana, esta complicação é uma bola de ferro presa com correntes bem pesada na sua vida.
Olhe pro seu guarda roupa. Metade do que está lá você não usa, e a outra você não gosta.
Compradas por impulso, ganhadas sem critério.
E a sua bolsa? Cartões de crédito, talões de cheque... Eu juro que um dia estávamos com um casal de amigos num bar, quando a carteira dele abriu e caiu no chão uns 15 cartões. Eu juro! Ao recolher pude observar: - cartão da locadora, da farmácia, do supermercado, da academia, da escola de inglês, dos bancos, das operadoras de crédito, das lojas de departamento, clube, nossa ele era muito especial! E ainda um sem números de post-its para lembrá-lo que não há tempo. Tudo acumulado. Pobremente organizado.

Sua vida não está nas suas mãos.
E no final do dia diante do espelho do banheiro, um desejo:
- Tempo, preciso de mais tempo!
O tempo sempre foi o mesmo. Há uma teoria que diz temos menos tempo hoje do que nossos avós. Ih, falando neles, faz duas semana que não levo as crianças para visitá-los.

 


sem os games, só brodagem


É devagar, é devagar, devagarinho


E precisa ser mesmo.
Ontem a palavra de ordem era UpGrade. De casa, de trabalho, de companheiro. De visão de mundo. Hoje mudou, viu? Inventaram o DownGrade, o DownShift...
- Isto é de comer, de lutar ou de fugir?

Você compra isto?...O pior é que esta "Velocidade Máxima 5" não faz bem para ninguém.
Nem pro meu chefe recem convertido nem pro meu amigo dos 15 cartões.
O rosto espelha nosso estado de alma, e os dois estão vermelhos,
estufados, implodindo. Pretensão a minha eu sei.

Mas fazer as coisas mais devagar, mais leve, tem que ser possível.

E os movimentos "revolucionários" vão aparecendo:
- Você conhece o Fast Food, não?
Agora inventaram o Slow Food. Que em outras palavras quer dizer preparar a comida sem pressa.
Com mais calma, talvez até com um sonzinho de fundo. Inimaginável né? para nossos dias de tanta correria.
Mas vem cá, não te parece mais gostoso sentir o cheirinho do alho saindo daquele arroz do que um pi-pi do microondas avisando que sua comida descongelada foi re-aquecida em 2 minutos?

Estou falando do que é gostoso. Não necessariamente prático.

Gostoso é arrumar a mesa com flores. E vira o vaso para cá, e troca a toalha, e pensa em ikebana japonesa, e coloca mais água no fundo...
Nesta atividade você pode passar um bom tempo.Qual a utilidade prática de se perder tanto tempo em achar o ângulo certo para o arranjo na mesa?
Nenhuma!
E é disto que estamos falando. Fazer as coisas por puro prazer e contentamento. Sem necessariamente transformar o arranjo da mesa em projeto de sucesso premiado.



peça ajuda


Uma amiga me contou que uma noite voltando tarde do trabalho, parou em um sinal vermelho.
Bem colado ao carro dela, parou um destes carrões esportivos, tipo batman, o vidro escuro desceu e um sujeito tentou uma abordagem:
- Oi tudo bem, para onde você vai?
Ela cansadíssima de um dia impossível, não respondeu. Só olhou para aquela criatura tentando, desejando, buscando...
- E aí? - ele insistiu. - O que você faz?
E ela na lata, olhou dentro dos olhos daquele batman, e soltou:
- Eu faço um arroz soltinho.... E acelerou.
O pobre homem enlouqueceu. Queria tudo com ela. Em dois sinais, contou tudo da vida dele para ela: Empresário, separado, solitário, morador de um Flat super prático...
É disso que estamos conversando. Quer alegria maior do que encontrar um arroz soltinho na hora da fome? - Querido, cheguei!


Símbolos

Vida simbólica, simples, com valores humanos, felizes.
Suaves. Estamos desgastados, ressecados. Desejando simplificar. Não porque seja uma palavra de ordem, mas porque nossa alma não agüenta mais tanta carência. Nossa alma precisa adorar, nem que seja uma ovelha de ouro. A poeta Adelia Prado nos disse que é mais fácil entender nossa
alma do que um abacaxi. Pura poesia. Mas não deve ser tão difícil assim entrar num acordo.

Simplicidade voluntária:
Você pode, mas não precisa. Sutil. Delicado. - Não, obrigado!
Nossas malas estão pesadas demais. Precisamos reaprender o sentido de leveza. De contemplar, de ficar de bobeira. De simplicidade voluntária. Tem a ver com as suas escolhas: As escolhas devem ser pelo real, pior e doloroso e não pelo confortável, conveniente e burguês. Maluca esta afirmação? " Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são. Quando a loucura é consciente, pode-se voltar. Todos os místicos são loucos", já dizia o mestre Osho.

Descomplicar, reutilizar, reciclar, deixar mais limpo. Trocar a mala por uma mochila. E quem sabe um dia, só com a roupa do corpo mesmo. De ver e olhar. De sorrir. Não porque é moda ou porque aquele guru do meu chefe disse. Mas porque precisamos para ontem de cooperação.

Pedir ajuda.
E a ajuda virá.
Se parar de correr em círculos e agora caminhar em espiral:
Ascendente, espiritual.

Reduzir a marcha.
Reduzir as assinaturas.
Reduzir os compromissos.
Reduzir as necessidades.
Reduzir as carências.
Reduzir o consumo: auto-controle, capacidade de limitar suas necessidades.
"O mundo tornou-se perigoso porque os homens aprenderam a dominar a natureza, antes de dominar a si mesmos." Albert Scheweitzer


Segundo os relatórios do programa do meio ambiente das Nações Unidas, o atual padrão de consumo no mundo está além da capacidade de reposição da biosfera.
Afinal, quanto é o bastante para você?


Buscar viver uma vida com mais significância. Com mais sentido. Com mais felicidade. Com mais velas e menos eletricidade. Mesmo que seja com copos de requeijão. Com amor.
Vale tentar. Desfazer-se do desnecessário material e espiritualmente. Vale tentar. No mínimo, pode sobrar uma grana a mais, um abraço a mais, um descanso extra, uma despreocupação como bônus. - O papai chegou!. Dar para seus filhos esta frase de presente. Construir boas memórias e lembranças para si e para todos. Vale tentar.


...


Estava ouvindo uma música clássica, quando revelei uma angústia ao meu companheiro:
- Puxa, quem é o Beethoven da nossa era?
Ele abriu um sorriso, foi até o sonzinho e me convidou para conhecer o Beethoven dele: Sentamos num banquinho fora de casa, tendo como companhia as estrelas e ouvimos juntos, eu pela primeira vez, a música Coração, tocada no piano por Egberto Gismonti.
Mais simbólico do que isto só se você me revelar:

Quem é o seu Beethoven?

(cartas para a redação)

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EDILCE DE CARVALHO, mineira de Lavras, jardineira, mãe da Jô e do Dani, vó do Noah e da Gaia. Poeta.
Poema Luxos, extraído do seu livro "ainda" não publicado Pão de Queijo com Pernil.
LUXOS
Edilce de Carvalho

Tenho poucos luxos.
Gosto de casa pequena
terreno no alto
no meio do mato
com vista comprida.
Móveis, quase não ligo.
Gosto de penteadeira, cômoda
porta-chapéu e guarda-comida.
Fogão à lenha
caçarola preta de estimação
chaleira que não se lava
e panela de pedra-sabão.
Meu gosto é singelo.
Gosto de tramela de pinho de riga
trinco de ferro batido
calha de cobre
banheira com pezinho
bota velha
e telhado com muita viga.
Gosto também de aroeira torta
pé direito baixo
chão de cimento queimado
parede de adobe ou de pau-a-pique.
Não tenho tantos luxos assim.
Vinho tinto com queijo
caixa de música e realejo.
Minha leitura é pouca para os dias de hoje.
Me baseio no que vejo
escuto a voz do coração
resolvo tudo com emoção.
De jardim, o que sei
tento imitar a natureza.
mas meus filhos,dá gosto de ver
parecem vindos da realeza.
Falam inglês,nadam bem
e foram educados em boas escolas.
Eu, por minha vez, não falo inglês
não nado bem
e fui educada na escola da vida.
E por estar sempre atenta
feito jaguatirica ao amanhecer
sou arisca
manhosa e tinhosa, mesmo sem querer ser.
Nessa vida já fiz quase tudo que queria.
Plantei árvores com a própria mão
e amassei muito pão.
Como fui aluna aplicada
dizem que minha vida foi merecida.
Na verdade,
foi muita sorte.
Fui muito amada
e tive mais que merecia.
Nasci predestinada.

 

 

ADELIA PRADO nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, a 13 de dezembro de 1935. Escrevia versos já na adolescência. Foi educada por padres franciscanos, e teve sólida formação, também em filosofia, que estudou na universidade. Foi professora depois de formada, mas o casamento e os cinco filhos exigiram dedicação e impuseram ocupação mais caseira. No início dos anos 70 Adélia começou a publicar seus poemas, primeiramente em jornais de sua cidade e da capital mineira. Sua estréia editorial se deu em 1971, com ´A lapinha de Jesus´ (em co-autoria com Lázaro Barreto). Em 1976 publicou o livro de poemas ´Bagagem´, que despertou a atenção da crítica pela originalidade formal e pelo estilo. Seguiram-se ´Coração disparatado´ (poemas, 1978, Prêmio Jabuti de Literatura), ´Solte os cachorros´ e ´Cacos para um vitral´ (1979 e 1980, crônicas). Seu retorno à poesia ocorreu em 1981, com ´Terra de Santa Cruz´. Seus livros mais recentes (1999) são o romance ´Manuscrito de Felipa´ e os poemas de ´Oráculos de maio´

QUANDO EU ERA PEQUENA
Adélia Prado


Você já pensou em comprar para você mesmo livros infantis?
Rudolf Steiner aconselha literatura clássica infantil dentro de sua filosofia Antroposófica na hora de ir dormir. Nada de Jornal da Noite, ou filosofia existencialista.

Um livro infantil e seus sonhos serão povoados com o mágico, o lúdico, com felicidade.

O livro de Adélia Prado é lindo, com uma simplicidade genial e ilustrações que com certeza vão te conduzir a um lugar bem feliz: uma viagem pelas recordações de infância. A beleza das ilustrações em harmonia com um texto primoroso despertam sensações como cheiros, sabores, tristezas e alegrias que são capazes de remeter os adultos às memórias do passado e as crianças a um maravilhoso mundo de descobertas.

Pela quantidade de crianças que vimos na FLIP em Parati, com um exemplar nas mãos, achamos que pode ser um bom começo conhecer a Ritinha da Adélia.

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EGBERTO GISMONTI Egberto Amin Gismonti (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, músico, cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso música instrumental popular, destacando-se pela sua capacidade de experimentação. Gismonti nos anos 80 recomprou todo o seu seu repertório de composições e tornou-se um dos únicos compositores do país donos de seu próprio acervo. Ele relançou parte de sua discografia pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos vêm gravando suas composições recentemente

SOL DO MEIO DIA

"As músicas neste álbum são dedicadas a Sapain e os Indios do Xingú, cujos ensinamentos foram muito importantes para mim durante o período que estive com eles na selva amazônica: O som da selva, suas cores e mistérios, o sol, a lua, a chuva e os ventos, o rio e o peixe, o céu e os pássaros, mas acima de tudo, a integração do músico, da música e do instrumento dentro do indivisível Todo." Egberto Gismonti


Lançado em 1978.
"-velho, né pai? - não, meu filho, Eterno.
"

Clique no link e ouça um trecho da música Coração. Um poema.


01 Palácio De Pinturas

02 Raga

03 Kalimba

04 Coração

05 Café

06 Sapain

07 Dança Solitária N° 2

08 Baião Malandro

 

 

 

LEONARDO BOFF nasceu em Concórdia, Santa Catarina, aos 14 de dezembro de 1938. É neto de imigrantes italianos da região do Veneto, vindos para o Rio Grande do Sul no final do século XIX.Fez seus estudos primários e secundários em Concórdia-SC, Rio Negro-PR e Agudos-SP. Cursou Filosofia em Curitiba-PR e Teologia em Petrópolis-RJ. Doutorou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Munique-Alemanha, em 1970. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959.
Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora/lutadora pelos Direitos a partir de um novo paradigma ecológico, Marcia Maria Monteiro de Miranda. Tornou-se assim ‘pai por afinidade’ de uma filha e cinco filhos compartilhando as alegrias e dores da maternidade/paternidade responsável. Vive, acompanha e re-cria o desabrochar da vida nos "netos" Marina , Eduardo, Maira, Luca e Yuri.
É autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.

 

SABER CUIDAR
Ética do humano, compaixão pela terra
Leonardo Boff

A crise generalizada que afeta a humanidade se revela pelo descuido e pela falta de cuidado com que se tratam realidades imprtantes da vida: a natureza, as milhões e milhões de crianças condenadas a trabalhar como adultos, os aposentados, os idosos, a alimentação básica, a saúde pública e a educação mínima. A crise é civilizatória.

COMPRAR ESTA OBRA
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+ L. Boff

 

"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões.

Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)

(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade.

E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."

Casamento entre o céu e a terra.
Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09

WWW.LEONARDOBOFF.COM

PAULO FREIRE: Conheçam esta "Belezura de Professor".

MOACIR GADOTTI Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça), professor titular da Universidade de São Paulo (Brasil) e diretor do Instituto Paulo Freire (São Paulo). Escreveu diversos livros, entre eles Reading Paulo Freire: His Life and Work (Albany: State University of NewYork Press, 1994), traduzido em Japonês, espanhol, italiano e português; Pedagogy of Praxis: a
Dialectical Philosophy of Education, com um prefácio de Paulo Freire (Albany: State University of New York Press, 1996) também traduzido para o espanhol; History of Pedagogical Ideas, traduzido para o espanhol e Paulo Freire: Uma Biobibliografia (Sao Paulo: Instituto Paulo Freire and Cortez Editora, 1996), traduzido para o espanhol (Ciudad de Mexico: Siglo XXI, 1999). Com mais de 780 páginas é o trabalho mais completo sobre Paulo Freire.
 
 

 

 

 

... "Precisamos desenvolver essa nova inteligência humana que é a inteligência da Terra, sem a qual o ser humano não poderá desenvolver esse novo e necessário paradigma da sustentabilidade da vida no planeta e que nos levaria a “educar para uma vida simples”, para essa "simplicidade voluntária” de que nos fala esse grande companheiro freiriano, o antropólogo Carlos Rodrigues Brandão, um desses “pedagogos da terra”.

“Aprender a partilhar as idéias, a colocar os bens a serviço dos outros.

A emprestar o que é ‘meu’ para vê-lo sendo vivido na alegria do outro.

A criar redes cada vez mais envolventes de pessoas dispostas a conviver e a emprestar, a trocar e a dar.

A fazer com que tudo o que é bom, seja bem para estar sempre em circulação”.

Isso ele escreveu num “rascunho” que compartilhou comigo em Porto Alegre, em dezembro de 2000 numa reunião do MOVA-RS (Movimento de educação de jovens e de adultos do Estado do Rio Grande do Sul). Dizia-me ele que naquele ano havia aprendido a sentir-se “Universo vivo” do qual ele se sentia parte inseparável e eterna.

MOACIR GADOTTI

Texto extraído do Artigo
PAULO FREIRE E A CULTURA DA JUSTIPAZ
A perspectiva de Washington versus a perspectiva de Angicos


clique no link para obter o artigo na íntegra. (em pdf)

 

 

 

 

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para Elis

© Cosmonauta.com.br
txt Rossane Costa
art Rodolfo Tucci

fotos Paulo Freire e Moacir Gadotti: Cedidas pelo Instituto Paulo Freire

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