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O Sismômetro Lunar da NASA Está Pronto para Construção

A NASA confirmou recentemente que um novo sismômetro lunar está pronto para sair do papel e ganhar forma. Chamado de LEMS (Lunar Environment Monitoring Station), o equipamento será fundamental para estudar os "terremotos lunares", também conhecidos como moonquakes, e faz parte dos preparativos para a missão Artemis III, que levará astronautas de volta à superfície da Lua.


Pequeno no tamanho, gigante na missão

Do tamanho de uma mala de mão, o LEMS é um conjunto compacto de sismômetros projetado para monitorar continuamente a atividade sísmica da Lua, mesmo anos após o fim da missão tripulada.


Créditos: NASA protótipo de LEMS em construção no GFSC.
Créditos: NASA protótipo de LEMS em construção no GFSC.

A Lua, embora pareça estática a olho nu, está longe de ser silenciosa. Seu interior ainda sofre ajustes — ela se contrai e esfria lentamente, o que causa rupturas e vibrações. Além disso, impactos de meteoroides também geram ondas sísmicas. O LEMS permitirá aos cientistas rastrear essas vibrações e investigar o interior da Lua em detalhes.


Por que isso importa?

De acordo com Lognonné (2015), a atividade sísmica é a melhor forma de identificar a estrutura interna de um planeta e, com a volta dos seres humanos à superfície lunar, avaliar os riscos sísmicos se torna prioridade. O LEMS ajudará a:

  • Mapear a estrutura interna da Lua, como crosta, manto e núcleo.

  • Estimar a intensidade e frequência dos moonquakes (terremotos lunares).

  • Guiar a construção de futuras bases lunares com dados reais de estabilidade do solo.


Esse tipo de pesquisa já foi feito antes, nas missões Apollo 12 a 17, entre 1969 e 1972. Porém, os instrumentos da época tinham limitações técnicas e operaram por tempo limitado. O LEMS, com tecnologia moderna, será muito mais sensível e duradouro.


Testes em regolito simulado

Nos dias 9 e 10 de setembro de 2024, o LEMS passou por testes críticos no laboratório Exolith Lab, na Universidade da Flórida Central. Em um sandbox com regolito simulado — uma réplica da poeira lunar — cientistas testaram sua capacidade de ser instalado no solo e de operar em condições similares às da Lua.

O objetivo era avaliar não apenas a precisão dos sensores, mas também a facilidade de implantação pelos astronautas, que poderão montá-lo usando luvas pressurizadas e trajes espaciais.


Um passo a mais para a Artemis III

A missão Artemis III, prevista para os próximos anos, será a primeira desde 1972 a levar astronautas à superfície lunar. O LEMS é um dos vários instrumentos científicos planejados para serem instalados durante essa expedição.

Ao permanecer operando por anos, mesmo após o retorno da tripulação, o sismômetro se tornará um sentinela silencioso da Lua, fornecendo dados valiosos que ajudarão a moldar o futuro da exploração espacial sustentável.

Referências

LOGNONNÉ, P. & Johnson, C. L. (2015). Planetary Seismology. Treatise on Geophysics (2nd Ed.), Elsevier.

NASA. (2024). NASA’s Moon Seismometer Cleared for Construction. NASA Artemis Blog. Disponível em: https://blogs.nasa.gov/artemis

NEAL, C. R. (2020). Lunar Seismology: A Window into the Moon’s Interior. NASA Solar System Exploration.

University of Central Florida. (2024). Testing Lunar Instruments in Simulated Regolith. Exolith Lab, Florida Space Institute.

4 comentários

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Feh Khazinn
Feh Khazinn
04 de mai. de 2025

Mas se tem terremoto na lua, tem vulcão, não tem?

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Andressa da Luz Saravia
Andressa da Luz Saravia
04 de mai. de 2025
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Exatamente! 👏 o tectonismo lunar é mais ligado a fatores externos e resfriamento interno lento, porque a lua não tem placas tectônicas como a Terra. Mesmo assim, a crosta da lua ainda se mexe e se deforma. A Lua ainda está esfriando lentamente, mesmo bilhões de anos depois da sua formação. O interior dela vai esfriando e ela vai encolhendo, isso faz a crosta da lua se enrugar criando falhas geológicas. A gravidade da Terra também puxa a lua fazendo moonquakes de efeito de maré profundos. A radiação solar também gera terremotos porque a superfície da lua esquenta rápido e as rochas se dilatam.

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